Dicas para não estourar o orçamento da viagem com dólar em alta

Azedou o humor do mercado financeiro no mundo. A queda das Bolsas nos EUA arrastou para baixo todas as demais, e o dólar pegou a contramão, para cima (moeda americana chega a R$ 3,28, mas depois cede). Se você está de viagem marcada para o exterior, ou planejando uma para os próximos dias ou meses, é natural que sinta um friozinho na barriga e se pergunte: “Meus Deus, e agora?” Calma, nada de desespero. Especialistas juram que não se trata de nenhuma hecatombe (“É preciso esperar a poeira baixar, entender melhor o que aconteceu e ver quais efeitos isso teve, de fato, no mercado”, diz um economista ouvido pela editoria de economia do GLOBO). E mesmo com o dólar em alta, há maneiras de evitar que os gastos com a viagem escapem do orçamento planejado.

Vamos a algumas dicas:

ORGANIZE-SE

O ideal é embarcar com tudo já devidamente organizado. Passagens aéreas pagas, hotel reservado, bilhetes de trem comprados, carro alugado. Quem compra com antecedência encontra preços mais baixos e evita surpresas de última hora.

TENHA AUTOCONTROLE

É preciso estabelecer um teto de gastos diários e conseguir que ele seja cumprido. Anotar num caderninho ajuda a não perder o controle durante a viagem. Se gastou um pouco mais em um dia, compense gastando menos no seguinte. Economizar dá trabalho. Tudo na zona de conforto custa mais caro.

PREFIRA DINHEIRO NA MÃO EM VEZ DE CARTÃO

Uma das melhores formas de evitar o gasto excessivo é evitar o uso do cartão de crédito. A conversão dos gastos em dólares só acontece no dia do fechamento da fatura, e, em épocas de variações cambiais diárias, o valor da divisa americana se torna uma incógnita. A diferença cambial entre os dias de fechamento e de pagamento do cartão chegará na fatura seguinte, e, poderá gerar surpresas desagradáveis.

Com dólar em alta, a melhor forma de economizar na conversão cambial é comprar o papel-moeda, que tem taxa de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) menor do que cartões de crédito e de débito. É preciso, porém, ter toda atenção à segurança, já que o papel-moeda, em caso de perda ou roubo, representa perda sem reposição.

Se o sentimento for de que o dólar subirá mais com o passar dos dias, então os cartões pré-pagos podem ser boas opções: você carrega o cartão com valores na moeda americana e o guarda para a viagem. Quando estiver no exterior, você só terá para gastar no cartão o que tiver comprado previamente.

COMPRE DÓLAR AOS POUCOS

O pulo do gato, segundo agentes do mercado de câmbio, é fazer aquisições da divisa aos poucos, um montante por mês, tanto no caso do papel-moeda como ao carregar o cartão pré-pago. Se fizer isso, você provavelmente não vai conseguir comprar a divisa no menor preço nem no maior, mas no fim terá uma boa média e não ficará tão refém, nem ansioso, em relação às oscilações.

PESQUISE

Dependendo do tempo em que perdurar (se a tendência de alta se mantiver), o valor do dólar atrapalha as compras no exterior, claro, e influencia também os preços das tarifas aéreas. Portanto, pesquise com atenção. Para economizar, o consumidor tem que investir tempo em pesquisa, ensinam os especialistas em economia. O mesmo vale para hospedagem. Você está cansado de saber que viagens de última hora tendem a sair mais caras. Então, invista tempo em procurar opções e comparar o que oferecem. Isso inclui ficar de olho bem aberto para garimpar promoções do tipo “saldão de pacotes”, que dez vez em quando surgem por aí.

FAÇA AJUSTES NO ROTEIRO ORIGINAL

É importante saber em que gastar: dispensar os passeios mais supérfluos, priorizar o transporte mais barato. Na hora de alugar um carro, por exemplo, pense em escolher um modelo mais em conta, mais simples. Antes de embarcar, vale botar no papel as intenções de compra antes da alta do dólar e fazer uma avaliação do que deve ser mantido e do que deve ser tirado da lista.

PARCELE SEM JUROS E EM REAL

Diferentes agências de turismo parcelam todo o pacote de viagem sem juros, com o valor já convertido para o real. Você compra o pacote, faz a conversão naquela hora e parcela em diversas vezes sem juros, podendo incluir neste parcelamento o custo de ingressos, passeios e demais atividades. O viajante sabe quanto vai pagar por mês, fica livre das flutuações de câmbio no futuro. Em épocas de variação pra cima, isso pode significar economia.

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