Pesquisas de bancos mostram Bolsonaro e Ciro no segundo turno

Pesquisas internas feitas por grandes bancos do país mostram que, se as eleições fossem hoje, os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT) iriam para o segundo turno, com vitória de Bolsonaro na disputa final. Esses levantamentos são para consumo interno. Não estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Diz um executivo de um dos bancos: “Infelizmente, nenhum desses dois candidatos espelha o desejo do mercado. Confirmado esse quadro, o estresse que vimos nos últimos dias, que levou o Banco Central a anunciar uma megaintervenção no câmbio, será pequeno. Nem Bolsonaro nem Ciro estão dentro do perfil de gestor que o Brasil precisa”.

Na avaliação dos bancos, as amostras das pesquisas confirmam o que se vê nas redes sociais, nas quais Bolsonaro e Ciro dominam as atenções. “Tínhamos uma visão muito tradicional. Acreditávamos que o segundo turno seria entre um candidato do centro, provavelmente Geraldo Alckmin (PSDB), e Bolsonaro. Mas vimos que, no mundo das redes sociais, o Brasil é outro”, explica outro executivo.

Ninguém descarta uma vitória de Bolsonaro no primeiro turno. “Mesmo eleitores mais conscientes do centro podem migrar para Bolsonaro na reta final da disputa se perceberem que seus candidatos não têm chances. Temos um voto muito raivoso. Muitas pessoas espelham em suas escolhas a raiva do PT, a raiva dos partidos de esquerda”, acrescenta esse outro executivo.

Para os bancos, ainda dá tempo de mudar esse quadro. Mas, para isso, será preciso que todo o centro se una em torno de um candidato viável. “Neste momento, infelizmente, não vemos isso. Portanto, as próximas semanas serão decisivas. É preciso que todos se deem conta das ameaças que estão rondando o país”, ressalta o primeiro executivo.

Na visão de analistas, os votos de Bolsonaro estão muito consolidados. E, como o país não sai da crise, com denúncias sucessivas contra políticos poderosos e economia afundando, os eleitores mais desiludidos tendem a abraçar o discurso populista de que o capitão do Exército é o único que pode salvar a pátria.

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