BRADESCO FECHA MAIS DE 1000 AGÊNCIAS E DEMITE 7.754 FUNCIONÁRIOS

Em 2020 o Bradesco iniciou um plano de reestruturação com foco na redução de despesas, no processo, 1.083 agências foram fechadas e 7.754 funcionários demitidos. Este ano uma nova fase entrará em vigor e segundo o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, serão fechadas mais 450 agências. A redução efetuada no ano passado somadas com as reduções previstas para este ano revelam que serão 1.533 agências fechadas, uma redução de 55% em relação a quantidade de agências em dezembro de 2020, que contava com 3.395 agências ativas.

O banco explica que houve uma redução de cerca de 6,6% nas despesas operacionais, isso quer dizer que o Bradesco deixou de gastar cerca de R$ 3,2 bilhões com folha de pagamento, aluguel, material de escritório, marketing, seguros e impostos. Os números impulsionaram o índice de eficiência operacional a um resultado de 46,3% em 12 meses, dessa forma, garantindo o melhor desempenho da história do banco. De acordo com o presidente do Banco Bradesco, das 450 agências que estão previstas para serem fechadas neste ano, 300 devem ser transformadas em unidades de negócio da instituição, as outras 150 serão realmente fechadas.

No ano passado foram cerca de 400 agências fechadas e 700 transformadas em unidades de negócio. Nesse sentido, o executivo revela que o banco tem um custo de cerca de R$ 1,7 bilhão em aluguéis em todo o país, ele explica que no ano passado com o aumento do IGP-M [Índice Geral de Preços – Mercado], houve uma renegociação dos contratos e com isso muitas agências foram fechadas.  Além da reestruturação em ativos físicos da instituição, o banco tem também reduzido o quadro de funcionários, o Bradesco divulgou na semana passada um relatório revelando que em 2020 começou com 97.329 funcionários, mas demitiu cerca de 8% dos seus empregados e encerrou o ano com 89.575 funcionários.

2021 será positivo

O presidente do Bradesco declarou que tem uma expectativa positiva quanto às reformas administrativa e tributária, ele também falou sobre o andamento do processo de vacinação contra a Covid-19. Para ele, a vacinação aponta um cenário positivo para 2021. “Temos convicção de que a economia entrará em terreno positivo, e o ciclo de recuperação poderá surpreender na medida que a vacinação avance com mais ritmo. Este ano será muito melhor que 2020”, finalizou ele.

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