NEREU CRISPIM: PL 4782/19 – INVESTIMENTO NO CULTIVO DE PLANTAS NATIVAS PARA PROTEGER AS ABELHAS

Vamos salvar as abelhas, elas estão em extinção!

O mel está cada vez mais caro sim, mas ele é apenas um coadjuvante desses singelos insetos que, voando de flor em flor, têm uma enorme responsabilidade na manutenção do ecossistema. Para a agricultura, as consequências ficam ainda mais dramáticas: quase 70% das culturas dependem dos polinizadores, estima-se que 1/3 de todos os alimentos que chegam à nossa mesa tem essa relação. E é justamente este setor, que mais prejudica o habitat natural das abelhas avançando sobre as florestas.

Segundo estudo  publicado por cientistas da Imperial College London, do Reino Unido, as abelhas estão ficando viciadas em agrotóxicos, desenvolvendo dependência por neonicotinóides, compostos quimicamente semelhantes à nicotina do cigarro, levando-as à morte. Por conta do risco para as abelhas, o uso de algumas dessas substâncias está suspenso na União Europeia.

No Brasil, infelizmente, esses venenos ainda são utilizados em larga escala nas plantações via pulverização aérea e terrestre. Outro fator de relevo é a degradação geral dos ambientes, causada pelo avanço das cidades, poluição e outros problemas, que combinadamente provocam o desaparecimento de muitas outras espécies. Precisamos de políticas públicas mais severas que visem a conservação e a regeneração ambiental.

O que diz o PL 4782/19 de autoria do deputado Nereu Crispim:

Com vista nessas evidências, o deputado Nereu Crispim propôs um Projeto de Lei que dispõe sobre o pagamento por serviços ambientais pela adoção de práticas como manejo da paisagem e o cultivo de plantas nativas que contribuam para a manutenção das populações de abelhas.

Considera-se que os serviços ecossistêmicos da polinização correspondem a cerca de 10% do PIB agrícola mundial, representando cifra superior a U$ 200 bilhões/ano. O deputado Nereu argumenta que “embora ainda haja demanda por mais estudos, vale destacar que algumas culturas de grande valor econômico, como soja e canola, também podem aumentar seus níveis de produtividade se forem adequadamente polinizadas. Esse ganho pode ser de até 58,6% no número de vagens, 40,13% no peso da vagem, 82,3% no número de sementes, 95,5% na viabilidade das sementes e 81% no peso das sementes. Em outros países há o registro de diversos produtores que investem no manejo de paisagens, procurando tornar suas propriedades mais adequadas para atrair e desenvolver populações de polinizadores naturais ou espontâneos”. Estamos propondo, portanto, que o manejo da paisagem e o cultivo de plantas nativas para a manutenção e o crescimento das populações de abelhas recebam atenção especial nas políticas públicas de pagamento por serviços ambientais, finaliza o parlamentar.

Acompanhe a tramitação do Projeto:

https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2217903

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