OS 25 MAIORES BILIONÁRIOS DO MUNDO EM 2021

O ano passado foi histórico – e não estamos falando sobre a pandemia. O mercado registrou ofertas públicas inesperadas, aumento de criptomoedas e valorização das ações. O número de bilionários na 35ª lista da Forbes dos mais ricos do mundo, publicada anualmente, explodiu para um número sem precedentes de 2.755 pessoas, 660 a mais do que em 2020. Ao todo, as fortunas consolidadas chegam a US$ 13,1 trilhões, valor bem acima dos US$ 8 trilhões da lista de 2020.

Outro recorde é o número de recém-chegados – cerca de um novo bilionário a cada 17 horas, incluindo 210 da China e de Hong Kong e 98 dos Estados Unidos. A recém-chegada mais rica, com US$ 38,2 bilhões, é Miriam Adelson, de Nevada (EUA). Após a morte do marido Sheldon Adelson, em janeiro, ela herdou um império no setor de cassinos. Outros novos integrantes notáveis ​​incluem o produtor de cinema e TV Tyler Perry, a cofundadora do aplicativo de namoro Bumble, Whitney Wolfe Herd – a mais jovem bilionária self-made do mundo -, e o europeu Guillaume Pousaz, fundador da empresa de pagamentos Checkout.com. Outras 250 pessoas que haviam caído da lista de bilionários voltaram com força total. Ao todo, 86% de todos os bilionários estão mais ricos do que estavam há um ano.

Jeff Bezos é a pessoa mais rica do mundo pelo quarto ano consecutivo, com uma fortuna estimada em US$ 177 bilhões, US$ 64 bilhões a mais do que no ano passado – resultado do aumento das ações da Amazon. Elon Musk, o maior ganhador em dólares, disparou para o segundo lugar com uma fortuna de US$ 151 bilhões, US$ 126,4 bilhões a mais do que um ano atrás, quando ficou em 31º lugar e tinha “apenas” US$ 24,6 bilhões. O principal motivo para essa performance foi o aumento de 705% nas ações da Tesla. O magnata francês do luxo, Bernard Arnault, manteve o terceiro lugar, mas sua fortuna quase dobrou: foi de US$ 76 bilhões para US$ 150 bilhões graças ao aumento de 86% nas ações da LVMH, conglomerado que inclui marcas como Louis Vuitton, Christian Dior e a varejista de cosméticos Sephora. As fortunas dos dez mais ricos somadas é de US$ 1,15 trilhão, quase o dobro dos US$ 686 bilhões do ano passado. Ao todo, os bilionários da Europa estão US$ 1 trilhão mais ricos do que há um ano.

Este ano, há quatro pessoas cujas fortunas equivalem a US$ 100 bilhões ou mais. No ano passado, apenas Bezos era dono de um patrimônio assim. Além dele, de Musk e Arnault, há também Bill Gates, que ocupa o quarto lugar com US$ 124 bilhões, impulsionado pela força das ações que possui na Microsoft, Canadian National Railway e na fabricante de tratores Deere & Company.

O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, completa o top 5 com US$ 97 bilhões, US$ 42,3 bilhões a mais do que um ano atrás. As ações da rede social aumentaram 80% em 2020, quando pessoas ao redor do mundo usaram suas plataformas de mídia social para manter contato. A mulher mais rica deste ano é a herdeira dos cosméticos Francoise Bettencourt Meyers, da França.

Warren Buffett é a sexta pessoa mais rica do mundo, com um patrimônio de US$ 96 bilhões. É o primeiro ano desde 1993 que o respeitado investidor que administra a Berkshire Hathaway não aparece entre os cinco primeiros. Também conhecido como Oráculo de Omaha, o bilionário de 90 anos acumulou US$ 28,5 bilhões a mais do que em 2020.

Os EUA ainda tem mais bilionários do que qualquer outro país, com 724, mas a China está fechando o cerco com 698 representantes (essa conta inclui 71 de Hong Kong e 1 de Macau). No ano passado, eram 614 bilionários norte-americanos contra 456 chineses. A Índia tem o terceiro maior número de bilionários, com 140. Ao todo, os 1.149 bilionários dos países do território Ásia-Pacífico detêm US$ 4,7 trilhões, enquanto os bilionários norte-americanos valem US$ 4,4 trilhões. 

Um recorde de 1.975 bilionários são considerados self-made – no ano passado eram 1.457. Isso equivale a 72% da lista (contra cerca de 70% em 2020). É uma mudança marcante em relação à lista de bilionários de 2001, quando apenas 49% do total das 565 pessoas mais ricas do mundo tinham essa característica. 

Algumas sinalizações importantes foram detectadas em relação aos 493 recém-chegados: criptomoedas, SPACs (empresas de aquisição de propósito específico), IPOs tradicionais e assistência médica relacionada à Covid-19.

Sessenta e uma pessoas que apareceram na lista de 2020 foram excluídas na nova edição, o menor número em uma década. Entre as saídas mais notáveis estão a de Kylie Jenner, integrante da família Kardashian e empreendedora do setor de beleza, e o governador da Virgínia Ocidental Jim Justice.

Vinte e três bilionários morreram desde meados de março de 2020, incluindo Benjamin de Rothschild, da Suíça, herdeiro de uma fortuna bancária histórica; o magnata do banco brasileiro que leva seu sobrenome Joseph Safra; e o proprietário dos cassinos Sheldon Adelson. Em 27 de março, depois que a Forbes finalizou a classificação deste ano, o bilionário tcheco Petr Kellner morreu em um acidente de helicóptero no Alasca.  Sua fortuna de US$ 17,5 bilhões, que provavelmente passará para sua esposa e filhos, está incluída em nosso levantamento.

A Forbes usou os preços das ações e as taxas de câmbio de 5 de março para calcular o patrimônio líquido. No ano passado, a data de corte foi 18 de março.

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