Rota de integração deve potencializar turismo entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile

Além de encurtar o caminho das exportações para a Ásia, de estimular o comércio e a integração entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, a Rota de Integração Latino-Americana (RILA), o novo corredor rodoviário que vai ligar os quatro países, vai fomentar também o turismo por onde vai passar.

A presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens em Mato Grosso do Sul (ABAV-MS), Kassilene Vieira Carneiro, disse ao Bom Dia MS desta quarta-feira (6), que o corredor possibilitará um acesso mais fácil ao turista brasileiro aos grandes atrativos da região, como a Cordilheira dos Andes, no trecho argentino e chileno e ao deserto do Atacama, também no Chile.

Também possibilitará a “descoberta” pelo público de recantos com imenso potencial turístico ainda não tão explorados, como as cidades históricas de arquitetura e inspiração europeia, de San Salvador de Jujuy e Salta, na Argentina; as que ficam no meio do Pantanal paraguaio (Chaco), como Carmelo Peralta, Loma Plata, Marechal Estigarribia e Pozo Hondo; e as que ficam no litoral chileno, como Antofagasta e Iquique, entre outras.

Em contrapartida, deve aumentar, conforme avaliação da presidente da ABAV-MS o fluxo de turistas do Paraguai, Argentina e Chile, e também de outros países sul-americanos a Mato Grosso do Sul, para conhecer belezas como as de Bonito e do Pantanal.

“O que se precisa, quando se trata de turismo é assegurar uma boa rede de serviços para esse visitante, nas duas vias da rota. Porque o visitante vai querer pegar o seu carro e ter uma passagem tranquila por esses países. Ter uma boa experiência”, ressaltou, completando que a nova rota deve estimular também a chegada de visitantes da Europa e dos Estados Unidos, que tem muito interesse no ecoturismo e turismo de aventura.

Entre os dias 25 de agosto e 2 de setembro, uma expedição formada por empresários e autoridades dos quatro países percorreu o trajeto do novo corredor, entre Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, e Antofagasta, no Chile, para avaliar a viabilidade da rota.

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